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Alice caiu, mas ela caia o tempo todo. Já não perguntavam mais o motivo de ela sempre aparecer com um joelho roxo, o outro esfolado e o cotovelo sangrando. A primeira queda de Alice não dependeu dela. Foi na creche, um colega empurrou ela da escada da pracinha, esfolou o nariz, tadinha. Depois perdeu a conta, só lembrava das memoráveis que, em sua maioria, envolviam bicicletas e muita falta de sorte. Era tão comum, mas tão comum mesmo que sua mãe, que gastava mais da metade do salário com band-aids, esparadrapo, gaze e gelol, já tinha feito convênio com uma enfermeira que morava ali por perto, pra ficar sempre atenta e socorrer Alice quando a coisa fosse feia. A única pessoa que não aceitava essa história de machucados e quedas, vejam só, era a própria Alice. Hoje ela acordou com raiva, raiva de ter um buraco no peito. As quedas de Alice são proporcionais as burradas que ela faz. Numa sexta feira recente, Alice simplesmente fez o que queria, sem pensar nos outros, porque não estava muito ligada a realidade na hora. Simplesmente não se deu conta. E caiu (bem feito?), sobreviveu, mas ficaram tão brabos com ela que, de brabeza braba, levaram um pedaço do seu coração. Só que, pra azar de Alice, coração não é que nem joelho, que pouco importa se esta esfolado. Coração precisa estar inteirinho pra ficar bom. Agora dependia de Alice, pelo menos era o que ela achava, se levantar da cama, parar de chorar e ir atras do pedaço que faltava. O foda é que o pedaço nao tava mais nem ai pra ela.
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eu devo ser auto suficiente. se nao sou, devia. quer dizer, nao que eu consiga viver sem os outros, mas os meus outros (seja por opção, seja por inconveniencia do destino) mudam com frequencia. tem duas pessoas que eu encontrei e acho que vou levar pro resto da vida, porque sao os unicos que conseguem entender a pausa entre um ciclo de outros. os mais espertos, e os que me dividem entre amor e odio, são os que saem da minha vida sem pedir licença ou sem dizer tchau. os que me deixam impotente, que por um motivo ou outro me ignoram. eles são genios, e me dão até inveja. quando isso acontece existe uma quebra no ciclo, chamada solidão metafisica, porque eu vivo rodeada de pessoas. a solidão metafísica é a que mais doi, porque, falando sinceramente, de que me importa todos eles se nenhum, mas nenhum mesmo me satisfaz? é nessa horas que me descubro auto suficiente, e se nao sou me faço. o suficiente pra enganar a mim mesma, que é uma baita de um troxa e mente descaradamente em tudo o que faz, pra tentar achar que é forte e tranquila.
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mas a minha versão do livro é assim, que que eu posso fazer. "Look," I said. "Here's my ideia. How would you like to get the hell out of here? Here's my ideia. I know this guy in greenwich Village that can borrow his car for a couple of weeks. He used to go to the same school I did and he still owes me ten bucks. What we could do is, tomorrow morning we could drive up to Massachusetts and Vermont, and all around there, see. It's beautiful as hell up there. It really is." I was getting exited as hell, the more a thought about it, and I sort of reached over and took old Sally's goddam hand. WHAT A GODDAM FOOL I WAS. "No kidding" I said. "I have about a hundred and eighty bucks in the bank. I can take it out when it opens in the morning, and then I could go down and take this guy's car. No kidding. We'll stay in these cabin camps and stuff like that till the dough runs out. Then I could get a job somewhere and we could live somewhere with a brook and all and, later on, we could get married or something. I could chop all our own wood in the wintertime and all. Honest to God, we could have a terrific time! Wuddaya say? C'mon! Will you do it with me? Please!" É só chegar e pedir. Eu aceito. Tags: apanhador no campo de centeio sing along: the white lady loves you more
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Quando tu fez sombra no fino raio de sol que me aquecia e, com esse gesto, chamou minha atenção, notei que tu era especial. Teu casaco, tua roupa, teu tênis. Principalmente teu tênis. Eu lembro que eu olhei e pensei "ó, modelo alternativo bonito". Imagina a minha surpresa quando eu li o nyc atrás dele, isso ja dentro do ônibus. E quando liberou o lugar e tu sentou eu pensei "tomara que esse cara do teu lado saia logo" e ele desceu na parada seguinte. Mas eu não tinha coragem de sentar contigo, desculpa. E quando tu tirou da pasta (sim, eu amei a tua pasta. e eu não gosto de pastas) o "Aventuras de Tom Sawyer" em francês. Eu queria mais do que tudo gritar "tu não existe!" e sentar sorrindo do teu lado. Ou largar um papelzinho escrito "Je veux te voir" como eu imagino que uma francesinha levemente puta (mas todas são, não?) faria, rezando pra que tu não escutasse yelle nem me pensasse que eu era tosca. É uma pena que tu desceu antes da minha parada. É uma pena que eu não lembro do teu rosto. mood: loved
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